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  • Suelen Brandão

Quais são as novidades?

Ultimamente foram dias muito reflexivos, dias onde coloquei muitas coisas na balança, coisas que estavam e estão dentro de mim, atitudes que já não cabem mais em mim, não cabem mais na pessoa que eu estou me tornando, na pessoa que eu quero me tornar. Nunca jamais em minha vida eu pensei que estava tão alienada como estou, nunca imaginei que eu estava tão perdida da forma como estou, jamais imaginei chegar nesse estágio, no lugar onde eu estava, apenas existindo, enquanto muitas pessoas tem feito muito mais que existir ao meu redor.

Tenho acordado cedo todos os dias, me esforçado para me alimentar melhor, tenho lido mais livros e tenho gastado mais tempo em coisas que realmente importam em um futuro não tão longe. Conheci uma pessoa incrível esses dias atrás, e todas as manhãs ela tem feito lives no perfil dela no Instagram, que mulher extraordinária, ela tem falado muito comigo, parece muito fútil e parece brincadeira, eu também acho irônico o quanto tenho aprendido com uma live no Instagram sobre ser uma pessoa melhor, sobre evoluir, crescer sozinha sem depender dos outros, pensar sozinha, tendo meus próprios pensamentos sem um monte de gente me influenciando tanto, buscar ser minha melhor versão longe do celular, longe das redes sociais, longe das telas que tanto nos prendem, e nos levam pra um mundo alternativo escapando da realidade ao nosso redor. Aprendi que sem querer querendo estamos nos tornando expectadores da nossa própria história, da nossa jornada, onde deveríamos estar sendo os personagens principais, nos tornamos piores que coadjuvantes.


O que há de novo na minha vida?

Essa foi a pergunta que me fiz, essa é a pergunta que estou refletindo comigo mesma, pensando o que tem de novo nesses dias que se repetem, dias repetitivos, acordar, pegar o celular, revirar ele de ponta cabeça e nunca mais largar, segurar ele enquanto escovo os dentes, afinal precisamos estar dentro de tudo o que anda acontecendo nas redes, ligar uma música, afinal não podemos nunca ficar em silêncio, assistir algum vídeo engraçado afinal preciso estar feliz e alegre, enquanto visto minha roupa dando um jeitinho de segurar o celular, afinal se eu soltar ele, coitadinho, vai sentir falta de mim por alguns segundos, então tomo café assistindo os stories de todas as pessoas que eu sigo, e logo depois acabo me atrasando e saio disparado no trânsito louca mas sem largar o celular, é claro, logo acaba a bateria e fico preocupada pensando em tudo de importante que vou perder afinal ele está desligado, e só de imaginar toda essa cena eu já estou exausta, se você faz algo parecido com isso todos os dias também deve estar exausto. Mas eu tenho certeza que você não pensa que é culpa do celular, sei por mim, acabava colocando a culpa em tudo menos na raiz do problema, menos no que realmente era um problema.

O que há de novo?

Qual é o seu novo?

O meu novo, é apenas um protótipo ainda, onde já consegui colocar muito em prática, ele é um mundo diferente, onde eu nunca pisei, um mundo onde acordo e não pego o celular, um mundo onde eu levanto e observo tudo ao meu redor, onde escovo os dentes me olhando no espelho e não o celular, onde reflito sobre coisas que antes eu já agradecia mas não da maneira certa, acordo e respiro fundo, ando pela casa, faço meu café em paz e silêncio, ouvindo o silêncio, esse é meu novo, meu novo mundo, onde fico em paz observando qualquer coisa menos uma tela de celular, de tv, de tablet seja o que for, onde observo a natureza e busco enxergar nela coisas que eu havia esquecido de observar. Percebo a beleza em mínimos detalhes no meu dia, sempre tentando deixar o celular mais longe e menos visível possível, porque eu sei, se ele estiver visível o meu modo automático, meu modo alienado vai ligar, e eu não quero mais voltar a ser alienada nunca mais, quero pensar por mim mesma, quero formar minhas próprias opiniões e parar de me importar tanto com o que as pessoas vão pensar e refletir mais sobre o que eu me importo.

O novo muitas vezes nos assusta, muitas vezes vai dar vontade de voltar pro velho e cômodo você, é aí que você deve pensar, quero ficar assim pro resto da vida? Será que quando eu ficar velho quero olhar pra trás e perceber que passei minha vida toda nas telas ao invés de viver a vida ao meu redor? Procure no seu interior o seu novo.

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